Archive for Novembro, 2004
Balcão sujo
Dedos brincam nas marcas circulares
Dos copos deixados vazios
Pensamentos em pequeníssimas garrafas de cristal
Tomam forma
Ardem por dentro e não deixam respirar
As palavras surgem desbotadas
A visão dança
Alegre companhia a minha
Neste local deslocado
Onde a vergonha é paga à saída
E a memória não existe
De copo em copo vejo a minha história ser apagada
Até restar somente eu
E as moscas [...]