E a lágrima cai-me em espanto. Diz o Velho que assim morrem as rosas e que, ao abandono em que restamos, resta apenas o desespero dos que, condenados, ladram à eternidade. A rosa flutuante rio abaixo, trágica companhia de Ofélia, a final dimensão do impossível. E nós, num sereno autismo, aguardamos a vinda das chuvas.OlhO de Richard Drury
12, Janeiro, 2007 at 7:55 pm
Que venham as chuvas. Que caiam sobre nós as águas. Que me rasguem a carne e me fendam a alma. Que afoguem e afaguem a vontade e o querer. Que venham as chuvas. Que caiam em tormenta, que se transformem num enorme rio que extravase as margens, que inunde o árido, o vazio. Que venham as chuvas. Que cessem apenas quando não houver mais querer no meu ser. Quando apenas restar ossos, veias, artérias, músculos, tendões… Quando apenas restar sombra. Que venham as chuvas.
16, Janeiro, 2007 at 11:07 pm
Carlos,
belo texto!
Abraços, Guilherme
17, Janeiro, 2007 at 6:30 am
Querido amigo Carlos: Me abandonou?
O blog está impecável, bom gosto!
não gostaria de perder o contato.
um abraço!
http://www.elisabetecunha.wordpress.com