[boa tarde]
Sol, uma vez mais, e desta feita a conseguir mesmo ler um pouco de Ovídeo, pelo meio da manhã, numa breve escapada ao trabalho. “A arte de Amar”, manual de instruções perfeitamente actual para o[a] sedutor[a] principiante escrito na forma mais extravagante que um latim de época permitia. A lê-lo com atenção para tentar compreender as coisas que ouvi ontem num programa de rádio acerca das diferenças entre homens e mulheres, compreensão a exigir apenas o filtro cultural que permite anular o efeito do tempo que separa as duas épocas.
De uma coisa tenho a certeza: a tal falta de sensibilidade de que sou geralmente acusado [e a fazer-lhe honras vaidosas pois, tanto quanto parece, é sinal de masculinidade], está para continuar. Não a considero um defeito em si, o que poderá ser considerado defeito é a forma descabida como ela se manifesta, mas isso é outra coisa. Haja paz, reconheçam-se os espaços próprios de cada “espécie” e, sobretudo, os seus direitos intrínsecos à condição humana, pois homens e mulheres somos apenas isso. Cada um de nós.
A acabar a quota de pensamentos repentinos de hoje, fica a ideia de que sempre existirá uma “guerra de sexos” e que esta não é necessariamente negativa. Talvez seja, pelo contrário, o verdadeiro motor social.
9, Março, 2007 at 9:04 pm
Sou pela diferença.
Não tinha metade da piada ( se calhar não é para ter!!!)se fossemos iguais. Se os nossos comportamentos se assemelhassem ao ponto de serem previsiveis. Mais do que compreender, temos de respeitar o modo de ser de cada qual. E por favor, aceitar o outro como ele é, e não esperar que com o tempo ele muda e passa a encaixar-se no nosso suposto ideal.
bom fim de semana :)
beijos
9, Março, 2007 at 9:48 pm
pois… essa de encaixar é a coisa mais desnecessária e falsa do mundo.
está bem que adequemos determinados comportamentos, afinal, somos inteligentes. mas aquela coisa de que “o outro” muda ou de que “havemos de o mudar”… mentira.
bom fim de semana!