Arquivo de Novembro, 2006

DOLCE FARE NIENTE

FIM DE SEMANA DE TRÊS DIAS.

VOU FAZER O QUE JÁ NÃO FAÇO HÁ MUITO TEMPO.

GOZAR !3 DIAS 3! SEGUIDINHOS.

FAZER NADA, RIEN, ZIP, NÉPIA… NEM PENSAR SEQUER.

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AB-ORTUS [ V ]

Sei que os posts anteriores acerca deste polémico assunto não serão o suficiente para se formular uma opinião. Também sei que esta opinião está profundamente enraizada na forma pessoal de ver a coisa, na crença religiosa, na filiação política e, enfim, na herança cultural que todos temos inscrita no ADN.

Aqui há dias tive uma conversa à volta do tema e foi-me dito que o apoio à despenalização do aborto é próprio de quem pensa como um animal qualquer, sem uma réstea de ética ou moralidade. Dizia-me a pessoa em causa que, à luz da razão e dos valores, o apropriado será pensar que estamos a cortar pela raiz uma vida humana.

Eu penso exactamente o oposto. No contexto apresentado, creio que é animal a condição de reproduzir a todo o custo para a manutenção da espécie e seu desenvolvimento e que é racional, ético e moral, colocar questões acerca da legitimidade da escolha. É que, mesmo os animais, chegados que estão a uma situação de impedimento de alimentar os filhos – por superpopulação, por visíveis anomalias físicas ou incapacidade de sobrevivência, etc. – pensam e tratam de eliminar as crias que tenham hipóteses de não sobreviver. Fazem isso porque não abortam.

O aborto como recurso não agrada a ninguém. Sofrem os pais, muito especialmente a mulher, sofre a sociedade que deixa assim de ter mais um espécime a continuá-la. Assim, ninguém é a favor do aborto, volto a afirmá-lo. É que as hostes mais populistas da discussão apresentam a pergunta nesse contexto. És a favor ou contra o aborto? Essa pergunta não é a que se faz.

O aborto é uma trágica conclusão na maioria dos casos. As suas justificações são diversas, como diversas são as pessoas que a ele recorrem. Sabemos que este é praticado nas mais variadas classes sociais, das mais variadas formas, recorrendo aos mais variados serviços. Em todos os casos prevalece a justificação última: não tenho condições para criar a criança.

A visão romântica das pessoas que estão contra a despenalização do aborto recorre, muitas das vezes, à figura do “apoio social” às mães em dificuldades. Fazem-no como se a vida não fosse dinâmica, como se uma tijela de sopa, uma “formação de mãe”, um apoio para arranjar um emprego – falo, claro está, de uma situação ideal acerca do que considero apoio social – fossem, por si, remédio para todo o resto da vida. Mas não o é.

A vida corre, umas vezes feita por nós, outras vezes feita por coisas exteriores. E o filho está lá, para ser amamentado, para crescer, para necessitar de comida, roupa, escola, médico, carinho, conforto, condições de vida, para poder saír com os amigos, para poder ir a festas, para passar férias, para passear aos fins de semana – como qualquer outra criança que está a crescer com possibilidades de se tornar um adulto útil e perfeitamente saudável, solidamente integrado na sociedade.

O que acontece nos casos em que estas condições não podem ser suportadas e em que a mãe sofre o estigma de ter sido “mãe solteira”, sofre a tortura de ter um filho de uma violação ou, em casos extremos, resolve ter um filho com deficiência profunda, é que geram pessoas que não irão ser saudáveis ou integrar-se perfeitamente na sociedade. Nem os filhos, nem os pais.

No entanto, acho que a condição mais exigente no meio de toda esta argumentação passa “simplesmente” pelo direito de escolha do casal e, em última análise, da mulher. Correndo o risco de ser apelidado de libertino, como o fui, não vejo motivo para, por exemplo, dar à luz um filho de uma relação casual, de “uma noite”. A ter a criança, esta seria mais uma no monte já exagerado de miúdos “não desejados”. E esta é a situação mais simples que consigo referir.

Virão outros dizer que estamos a matar uma vida humana. Sinceramente, não vejo vida humana num conJunto de células que começa a tomar forma. Vejo, no máximo, uma futura vida humana. Claro que, como pai babado de uma “ervilhinha” – private joke – que já fui, sentia numa barriga que ainda nem sequer dava mostras de volume, o pulsar de uma vida, sangue do meu sangue. É claro que para aí às 3 semanas já “conversamos” com o nosso filho. Mas isso não quer dizer nada. Não quero desencantar ninguém mas o facto é que estamos a falar para um conjunto de células que não tem a mínima hipótese de sobrevivência, que nem respirar consegue, autonomamente ou com assistência. Será, na realidade, um ser vivo? Ou é simplesmente um organismo?

E porque o post já vai longo e não há muito a acrescentar, quero declarar o seguinte:

Voto NÃO à obrigação de criar filhos por exigências morais, compromissos sociais, obrigatoriedade religiosa.

Voto NÃO à hipocrisia da sociedade que pretende ajudar todos e mais alguns e, no fim de contas, apenas lhes oferece um lugar no terceiro balcão do cinema, de onde se vê as figurinhas mas não se conseguem ler as legendas.

Voto NÃO ao aborto, que é uma forma horrorosa de resolver os assuntos, creio que todas as mães votam NÃO ao aborto.

Voto SIM á despenalização do aborto, recurso cuja decisão cabe exclusivamente aos envolvidos que ajuizam a possibilidade de criar um filho.

Voto SIM à liberdade da mulher e do seu corpo e espírito.

Voto SIM à criação de uma sociedade saudável e sem preconceitos, baseada na igualdade, na justiça, na democracia.

Voto SIM à pergunta que me fazem: SE CONCORDO COM A DESPENALIZAÇÃO DA INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ, SE REALIZADA, POR OPÇÃO DA MULHER, NAS PRIMEIRAS DEZ SEMANAS, EM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE LEGALMENTE AUTORIZADO.

E por muito que custe a determinadas cabeças, no fim de tudo isto digo:

VOTO SIM, VOTO PELA VIDA.

 

[este post é tudo menos imparcial… como os outros, se calhar…] 

Foi criado em 21 de Outubro de 2005 e iniciou as hostilidades em 02 de Novembro desse mesmo ano. Fez, portanto, um aninho de existência simples, este AUTÓPSIA DA DECADÊNCIA.

É com especial carinho que falo deste blog pois é um dos blogs comunitários em que participei com gosto e dos poucos que mantém a traça original. Sem pretensões a algo mais, recorre às mais diversas referências bibliográficas para expôr uma e única coisa: um estado de alma.

Acontece que, como me é costume, acabei por me afastar do blog e, agora que escrevo acerca dele, está a dar-me vontade de lá ir “mandar umas postas”…

Estava a ser mantido quase em exclusivo pela Mia e pelo Joaquim e parou em Setembro. Altura de voltar à vida. E isto é para ti também, Nuno.

 

Chegou-nos via e-mail o LA PETITE VIE, blog recente, ainda a cheirar a tinta fresca. É propriedade de “Luz Branca” e vai ainda nos primeiros posts, talvez esteja ainda à procura de um caminho, de uma identidade. É que Luz Branca começa por propor temas, cores, sentimentos mas começa a descambar para o photoshop. Sinceramente, apenas pelas escolha das imagens dos primeiros posts, pensei que pudesse enveredar por aí. E acho que sim. Que irá.

Há uma coisa que creio estar a passar-lhe despercebida. Não há links ou identificação do autor de diversos trabalhos [como acima] e, a não ser que Luz Branca seja a autora do trabalho, não creio que tal seja lá muito correcto. Não é muito importante [todos nós, uma vez ou outra o esquecemos], mas também não é muito correcto.

De resto, parece-me que a Luz Branca tem tendência para a divulgação de poesia, escrita ou visionada, e acho que devia ir por aí.

Isso e modificar o layout ao blog, tal vez a versão beta fosse o ideal. Se não quer datas nem títulos de posts, bastará retirar os widgets da barra lateral. Depois, pode dividir os posts por categorias. E tem o layout que utiliza numa versão “esticada” e com barra lateral à esquerda. Experimente e em caso de dúvidas não deixe de contactar-nos.

Resumindo: Mantenha a cor, mantenha o movimento. Evite os posts de carácter pessoal, a não ser que seja esse o seu objectivo para o blog. Se for esse, então estamos conversados. Se não o for, olhe, leia mais blogs, esteja atenta, vá modificando o layout até acertar, até encontrar uma identidade própria para o seu espaço.

Uma última opinião: O título do blog está muito bom. Agora… Luz Branca?

Abraços, Felicidades,

CT

UM LUGAR AO SOL

E AQUELES BLOGS DOS QUAIS QUASE NINGUÉM FALA, DE QUEM NINGUÉM SE LEMBRA, A NÃO SER OS “FIÉIS” QUE POR LÁ PASSAM?

E AQUELES BLOGS QUE, POR FALTA DE MOTIVAÇÃO DO CONTADOR, CESSAM A SUA EXISTÊNCIA FAZENDO, MUITAS VEZES, A BLOGOSFERA MAIS POBRE EM QUALIDADE?

O [ weBloggers.com ], a par da salvação das baleias, dos lobos e do pintarroxo asiático – que se não existe é porque foi extinto – deixa aqui o mote:

HÁ POR AÍ ALGUM BLOG QUE PARECE QUE SÓ VOCÊ CONHECE? ACHA QUE MERECIA UMA CRÍTICA DE DIVULGAÇÃO? NADA MAIS SIMPLES:

Envie e-mail a cjt.weblog@gmail.com com o assunto : UM LUGAR AO SOL que nós enviaremos o nosso reputado crítico da blogosfera dar lá um salto.

PARTICIPE, GANHE FABULOSOS… [não? não há prémios?… ok…] BOM… PARTICIPE!

AB-ORTUS [ IV ]

[foto em Chromogenic]

SE ÉS MULHER, TENS DE PARIR!

[Anna Szulc, excertos de artigo para o Przekroj, Varsóvia, via Courrier Internacional – transcrição integral]
DOMINADO POR ULTRACONSERVADORES, O ESTADO POLACO VÊ NAS MULHERES MEROS RECEPTÁCULOS DESTINADOS A GERAR FILHOS. UMA MULHER REPETIDAMENTE VIOLADA PELO MARIDO SÓ SE LIVROU DELE QUANDO AS AUTORIDADES VIERAM SOCORRER… O CÃO.
A mulher polaca não faz greve, não se manifesta em público e não se pendura no candeeiro em sinal de protesto. Não luta pelos seus direitos, mas devia, sobretudo agora que os ultraconservadores estão no poder e que, em nome da tradição e dos estereótipos cuidadosamente mantidos pelos funcionários do Estado, os seus direitos mais elementares são violados.
Como polaca e como mãe, querendo ou não ser uma Mãe Polaca, estou zangada. Tenho a impressão que o meu corpo, o meu cérebro e as minhas emoções não me pertencem, mas sim aos homens polacos – pais, maridos, irmãos, vizinhos e políticos – que decidem sobre o desenvolvimento da minha gravidez, se tenho o direito de a interromper, em que condições de conforto ou desconforto vou dar à luz e amamentar e se sou capaz de sustentar o meu filho. Foi por causa dos homens polacos que eu, mulher polaca, fui relegada para a categoria dos cidadãos de segunda categoria. Como disse a romancista Dotota Maslowska: “De vez em quando, um imbecil na televisão decreta: poedeiras para o galinheiro, vão pôr os vossos ovos”.
“Desde a mais tenra idade, a partir do momento em que nos oferecem a primeira boneca, preparam-nos para o único papel que nos está destinado, o de cozinheiras e donas de casa, protectoras do lar sagrado da família”, explica BoguslawaBudrowska, socióloga e autora de um livro sobre a vida das mulheres polacas. A seu ver, embora haja “supermulheres” que tentam conciliar ambições profissionais e a vida familiar, o modelo dominante ainda é o da “Mãe Polaca”.
“Uma mulher submissa que sofre, como na época romântica, ao serviço da Nação, para quem a maternidade é uma missão, quer ela queira, quer não”, acrescenta Wanda Nowicka da federação do Planeamento Familiar. Ainda que a maioria delas aspires a mais que o bem-estar familiar [80 por cento da região de Poznan, por exemplo], são obrigadas a submeter-se ao modelo patriarcal que domina o país. Várias coisas favorecem este estado de coisas: o desemprego muito mais acentuado para as mulheres do que para os homens, a estrutura social [40 por cento das polacas são camponesas, para quem a família se deve submeter à vontade do pai], a grande influência da igreja católica e a atmosfera política actual, reforçada por divisas do Partido Direito e Justiça [PiS] e da Liga de Famílias Polacas [LPR], ambos na coligação governamental com os populistas da Autodefesa. A LPR exige reforçar a pressão fiscal sobre quem não tem filhos, o PiS quer que as polacas só possam entrar no mundo do trabalho depois de terem criado os filhos, pregando a supressão das creches, que facilitam o regresso da mulher à actividade profissional… também já privaram as mulheres da comparticipação dos contraceptivos. Mas, sobretudo, é a opinião enraizada na mentalidade polaca da superioridade das mulheres que têm filhos sobre as outras que não os têm, muitas vezes misturada com desprezo. E há a questão da violência doméstica.
Um exemplo: Janina Wojcik, de Cracóvia, boa esposa e mãe, com boa apresentação, trabalhadora. Regularmente violada pelo cônjuge. Todos os vizinhos estavam ao corrente do seu calvário, mas nenhuma das autoridades a quem a pobre mulher pediu ajuda fez o que quer que fosse, mesmo quando o marido de Janina começou a violar a filha. Foram os inspectores da Sociedade Protectora dos Animais local que a socorreram, qiando o marido violou o cão. O carrasco foi condenado a dois anos de prisão por maus tratos ao animal… “Na Polónia, a mulher é constantemente humilhada, sobretudo a partir do momento em que engravida. Reduziram-na ao papel de reprodutora. Estão-se nas tintas para a sua situação material e para a sua posição profissional ou social. Depois de grávida, o Estado trata-a com desconfiança, pensando que ela lhe pode exigir alguma coisa”, conta Nowicka.
O PROTÓTIPO DA MATRONA
Um exemplo extremo. Alicja Tysiac, mãe de três crianças, a primeira polaca a apresentar queixa contra a Polónia em Estrasburgo. Apesar das contra-indicações evidentes [miopia muito avançada] e do direito ao aborto previsto nestes casos, um médico obrigou-a a dar à luz mais um filho. “Já nem sequer vejo se dou um medicamento fora do prazo ao meu filho. Vivo com três crianças numa miséria extrema, estamos ameaçados de despejo. A minha preocupação é como comprar uma parca de Inverno para o meu filho”, diz Alicja. Dezenas de organizações católicas já protestaram contra a sua queixa. “Mas nenhuma delas bateu à minha porta, nem que fosse para saber se a criança que me obrigaram a trazer ao mundo ainda existe”, acrescenta esta mãe amargurada.
“Segundo a tendência actual, a mulher polaca deve ser mãe. Mais concretamente, uma matrona que, sem saber se tem trabalho, dinheiro, um marido que a ajude, ou muito simplesmente se é isso que deseja, deve colocar a sua barriga ao serviço de objectivos mais elevados”, comenta Elzbieta Isakiewicz, ex-redactora adjunta da “Gazeta Polska” [nacionalista], que afirma ser conservadora e católica. “A polaca não é mãe devido à sua necessidade de o ser, mas por obrigação e por uma questão de princípio”. Lembra as palavras da ex-deputada Halina Nowina-Konopcsyna [ultracatólica]: “As jovens têm o direito e a obrigação social de ter filhos, disso depende a sobrevivência da Nação”.
“Tenho a certeza de que a maternidade é o presente mais maravilhoso que existe, mas prefiro ser antimatrona. E repetir o que os sociólogos dizem: as mulheres que louvam a vida da dona de casa ou não têm escolha ou mentem”, diz Isakiewicz.

RAPIDINHA

A chegar de Sintra, terra de recente inauguração de mais uma faixa na IC19 que, por alguns metros, deixa antever que não há mal que não tenha remédio, especialmente se este um dia passar pelo escoamento ali em Ranholas.

No Porto, como costume, está firo, chuva, nevoeiro, tempo próprio do Norte. Ler e-mails do trabalho e ir depressinha para casa tentar fazer uns trabalhos para apresentar amanhã na escola.

Mas, sobretudo dar as BOAS VINDAS ao NUNO BARROS, hiper-realista cá do burgo, Monstro Sagrado de outras bandas [sim, sim… é ele! Mia… ele vive!] e que andará por aqui até que a voz lhe doa ou o cansaço o faça ir para outras paragens. Mais um a abrilhantar o espectáculo e a dar novo ar a este espaço. Postará na tag *N. Barros.

Mais dois ou três e teremos por cá o “Hard-Core” de outras épocas à mistura com as novas brisas que se vão arranjando.

“And Then We Were Three”, apetece dizer. E “For now”, logo a seguir.

Amanhã, respostas a e-mails, reconstrução da barra lateral e, haja tempo, do blog.

Até lá, um abraço a todos.

CT

BANDA LARGA

@ APDEITES

O Público dos Blogues em Portugal (”Conclusões”), um estudo de Dinis Correia, Filipe Manha e Gonçalo Caldas.
Realizado por estudantes da Universidade Católica, com dados recolhidos a partir de um inquérito com 18 perguntas e 834 respondentes, este estudo apresenta alguns dados interessantes sobre o fenómeno dos blogs em Portugal.

O serviço Snap Preview Anywhere™ permite, basicamente, ver uma fotografia da página web que corresponde a um link, antes de o abrir.
Desde ontem, o Apdeites conta com mais esta ferramenta de navegação, que possui outras potencialidades, além da pré-visualização de páginas.

Costuma escrever artigos sobre produtos, serviços ou sites? E alguém lhe paga por isso? Bem, agora (pode ser que) sim: com o sistema ReviewMe, pode receber entre 20 e 200 USD por cada post em que faça uma apreciação crítica (positiva ou negativa, fica ao seu critério) de qualquer dos anunciantes inscritos naquele serviço. Mesmo que não costume dedicar-se sistematicamente a este tipo de “revisão temática”, ou ainda que nunca o tenha feito, pode ser esta a oportunidade.

@ ARMADILHA PARA URSOS CONFORMISTAS

Há quem deposite muitas esperanças na blogosfera como espaço de debate, como espaço publico, que permitirão aos cidadãos uma nova forma de participação democrática.
Eu também já acreditei nisso, mas, mais uma vez, os factos desmentem essa minha vontade de acreditar.
[…]

Com que espectáculo nos deparamos?
Com um desfile de banalidades, com uma despudorada exibição de estupidez em 99% dos blogs que encontramos. Também é assim nos outros meios de comunicação, na televisão, nos jornais, nos livros que são editados.
[…]

Na blogosfera, a estupidez é exposta pelos próprios estúpidos com um despudor que eu desconhecia. E isso é bom, porque desmonta o mito de que se as pessoas tiverem a possibilidade de discutir livremente, a democracia será reforçada. A estupidez não reforça a democracia. Apenas reforça o poder de quem consegue controlar os estúpidos. E É BOM QUE AS PESSOAS QUE NAO SÃO ESTÚPIDAS TENHAM A POSSIBILDADE DE PERCEBER ISSO DE FORMA TÃO CLARA.

@ BITES & BYTES

Pois, mas parece que a Dell ouviu este pedido tão simples (acho que é mesmo a primeira a fazê-lo) e está a devolver o preço do Windows caso não se pretenda instalar. Boa!

O Der Spiegel lançou um artigo interessante sobre o fim dos sinais de trânsito nas cidades europeias, que relata a experiência de sete cidades europeias. O slogan “o inseguro é seguro” é a justificação desta mudança radical, que justifica que estejam a ser retirados sinais de trânsito, semáforos e marcações na estrada. E ideia é que quando confrontado com uma situação menos segura a reacção natural do condutor é de ser mais cuidadoso e mesmo mais simpático e compreensivo. Não sei se isso ia resultar aqui por terras lusas…

@ BLOGUÍTICA

Os analistas e os comentadores, por vezes, tendem a ver ordem onde apenas existe caos. Encontram racionalidade onde ela não existe. É o que acontece quando se tem de ler sinais de fumo e folhas de chá.

O livro de Pedro Santana Lopes já vai na terceira edição. É um sucesso editorial. Qual é a explicação para o êxito?Julgo que em parte o bom acolhimento por parte do público se deve ao cuidado que foi colocado na elaboração do livro.
Por exemplo, como poderá confirmar ao consultar a ficha técnica, para a elaboração da capa foi contratado um dos maiores especialistas mundiais nessa especialidade: Gonçalo Santana Lopes…

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, assinou na passada terça-feira, em Paris, o contrato para a construção do reactor de fusão nuclear ITER, destinado a desenvolver uma fonte de energia abundante, limpa e barata e acabar com a era dos combustíveis fósseis.Entretanto, a partir de Bruxelas, informam-me que está a ser preparada uma biografia não autorizada de José Manuel Durão Barroso cujo título será «De Mao a pior»…

@ CANHOTO

Mas quando aparecem nos media uns senhores encapuçados que se afirmam dirigentes sindicais da polícia a dar conferências de imprensa, e quando, alguns dias depois, os jornais descrevem como uma manifestação declarada ilegal é transformada num “passeio” onde participam generais na reforma e na reserva, eu não faço como um general com justificada má fama, a quem se atribui o dito “quando ouço falar de cultura, puxo da pistola”. Eu, não: ligo a Internet para obter dados e faço contas. No caso, contas feitas, começam as perguntas. Portugal precisa de investir mais na defesa do que a Espanha e a Irlanda? Portugal satisfaz melhor as necessidades dos cidadãos do que a Irlanda, a Espanha, a Finlândia e a Dinamarca? E tem menos prestígio internacional do que aqueles países? Seríamos um país pior se reduzíssemos a despesa com a defesa para obter folgas orçamentais para a protecção social, a educação, ou a investigação científica?

@ FRENCH KISSIN’

Quando olho para a lista de chegadas no Sitemeter fico na dúvida se este blogue é mais lido ou mais vigiado.

Tendo em conta as previsões meteorológicas, incluindo o alerta amarelo (já nem os alertas são laranja, meu Deus…), são desaconselhados, nos próximos dias, cordões humanos, vigílias, esperas a ministros, passeatas militares com a família, e outras manifestações de júbilo.

Algumas pessoas questionam a oportunidade da entrevista de Cavaco. Outras preferem notar que até Santana o bateu nas audiências. Mas, ao fim de uma semana, de qual das entrevistas se fala ainda, todos os dias, nos media?

@ GLÓRIA FÁCIL

aliás, como toda a gente sabe, quando se obriga uma grávida a levar a gravidez a termo e a ter a criança ela fica muito agradecida e arrependida e cheia de remorsos por algum dia ter querido abortar. chora muito e pede muito perdão e há até casos em que se lança aos pés de quem não a deixou abortar, nomeadamente os professores doutores e lhes diz, com a voz a tremer, ‘ainda bem que a lei e os senhores doutores não me deixaram decidir’, e depois vai-se embora muito contente na sua humildade de pessoa que reconhece não ter qualquer tino, para criar a criança que não queria, num momento de loucura — só podia ser loucura — ter. isto é tudo tão evidente, cristalino e bom que não se percebe como há quem discorde.

Com R., falava imenso de sexo. Nunca fomos para a cama. Com C., raramente falava de sexo. Nunca fomos para a cama. Que se foda o silogismo (ao menos o silogismo).

Pedro Mexia, in Estado Civil

@ JORNADA

Um jornalista da televisão TeleSul foi detido no domingo ao chegar à Colômbia, onde é correspondente da cadeia que pretende ser a CNN da América Latina. Link

Há três anos, a Guerra do Iraque estava “ganha” e até o Presidente Bush tinha ido festejar o dia de Acção de Graças com as tropas ao aeroporto de Bagdad.
O Thanksgiving fez-se de pirú falso, numa cómica conexão com a realidade trágica das falsidades que motivaram a guerra – e que foram sendo desmascaradas entretanto.
Em 2006, o 27 de Novembro, que é dentro de três dias, será para lembrar os mortos, especialmente os que ficam ausentes das mesas de família lá nos States, os soldados. As dezenas de milhar de mortos iraquianos, civis, serão lembradas noutra altura, que ainda é tempo de cuidar dos vivos.
Dito isto, esperava-se que defendesse a retirada das tropas da Coalition of the willing. Mas não o farei. Terei tempo para me explicar, mas agora só o tenho para linkar estas imagens.

@ JORNALISMO E COMUNICAÇÃO

Começam hoje os trabalhos da terceira edição do Congresso online promovido pelo Observatório da Cibersociedade: encontram-se inscritas mais de 4.000 pessoas, estando agendadas mais de 500 comunicações. A iniciativa, que se auto-intitula como “o maior forum de debate mundial sobre a sociedade do conhecimento”, tem por tema “Conhecimento aberto, sociedade livre” e prolonga-se até 3 de Dezembro.
Encontra-se estruturado em
cinco grandes eixos, que agrupam várias dezenas de grupos de trabalho e de foruns de discussão. Para participar nos debates é necessário proceder a uma inscrição (gratuita), cujo prazo termina precisamente hoje. As línguas oficiais são o castelhano, português, inglês, catalão e galego.


… A FICAR POR AQUI, LETRA “J”, SEM TEMPO PARA MAIS. POR FAVOR, NÃO ACUSEM O ESCRIBA DE PARCIALIDADE OU FAVORITISMO. ELE É AMADOR…

A LER O WEBLOGGERS.COM

A intenção deste blog era a de proporcionar um espaço de discussão de assuntos diversos, sem um critério uniforme na sua escolha. Pretendia, sobretudo, leitores de qualidade. Pessoalmente, não ligo muito ao número de comentários ou visitas, quem faz link para aqui e coisas assim. Interessa-me saber, isso sim, o que procuram as pessoas quando visitam este blog.Como sabemos, a plataforma WP permite, entre outras funcionalidades, verificar as visitas e toda essa trapalhada mais destinada a quem tenciona fazer a coisa mais profissional. estive a verificar algumas coisas, na tentativa de, após quase três meses de existência, se vale realmente a pena continuar com este local ou, como habitual em mim, está na hora de partir para outro.

Apesar de ver com alguma satisfação que as visitas vindas de outros blogs são desejáveis, vêm de blogs que considero bons, apesar de receber e-mails de parabéns e encorajamento, não tenho atingido os objectivos propostos.

Atente-se nos dados seguintes, obtidos por amostragem de uma semana “normal” e que tem por base as visitas originadas pelos motores de busca. Isto é, o que procuram as pessoas quando visitam este blog:

FLORIBELLA: 24%

LIBERDADE E DEMOCRACIA: 22%

POLÍTICA E ECONOMIA: 20%

Os restantes valores são desprezíveis.

Conforme devem compreender, não é de todo intenção minha – e creio que não será intenção do Guilherme Roesler – fazer deste espaço um local de convívio “Floribélico” ou “Morangólico”. Não é objectivo do blog estar a viver à sombra da bananeira, de “vender o produto” dos outros e obter, com isso, um elevado número de visitas.

Uma outra intenção na construção deste blog era a de, à semelhança de outros espaços onde tive a oportunidade e honra de participar, proporcionar a entrada a novos elementos, sem distinção de espécie alguma, sem o risco de censura fosse de que tipo fosse. As únicas premissas básicas seriam a de serem autores que não revelassem, de forma alguma, tendências anti-democratas ou parecidas e que, a par disso, assinassem os trabalhos com o seu nome próprio. Contava com isto, aproveitar as potencialidades do WP para espalhar o trabalho dos bloggers que a este projecto aderissem. É certo que não fiz “campanha”, não enderecei convites, talvez tenha sido um erro.

O que se verifica é que não houve adesão. Como tal, continuamos, eu e o Guilherme, a mandar para cá algumas coisas que achamos relativamente interessantes e a manter o blog aberto.

Assim vai continuar. Aberto. E mais uma vez fica por cá o “desafio”: Acha que pode fazer alguma coisa por este blog ou pela blogosfera em geral? Acha que tem algo a dizer, seja sobre que assunto for? Crê que este é um meio de propagação e discussão de ideias e que a melhor forma de o fazer é juntar-mo-nos?

Escreva-nos. O endereço é cjt.weblog@gmail.com. Consulte o resto na página de apresentação do blog.

Abraços,

CT

ORGASMO, JÁ!

Cheguei lá via Psicologicamente e deparei-me com isto:

GlobalOrgasm.org Mission Statement
The mission of the Global Orgasm is to effect change in the energy field of the Earth through input of the largest possible surge of human energy. Now that there are two more US fleets heading for the Persian Gulf with anti- submarine equipment that can only be for use against Iran, the time to change Earth’s energy is NOW! Read more about the fleet buildup here.
The intent is that the participants concentrate any thoughts during and after orgasm on peace. The combination of high- energy orgasmic energy combined with mindful intention may have a much greater effect than previous mass meditations and prayers.
The goal is to add so much concentrated and high-energy positive input into the energy field of the Earth that it will reduce the current dangerous levels of aggression and violence throughout the world.
Global Orgasm is an experiment open to everyone in the world.
We hope the results will register on the worldwide monitor system of the Global Consciousness Project.
This is the First Annual Solstice Synchronized Global Orgasm for Peace, leading up to the December Solstice of 2012, when the Mayan Calendar ends with a new beginning.