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Se forem a http://en.wikipedia.org/wiki/10,000_Days ficam a conhecer muita coisa acerca do álbum “10.000 Days” dos Tool. Críticas, porquê das críticas, aquilo das lentes de visão stéreo para vermos as figurinhas a saltar, etc. A única coisa que a página não faz é deixar escutar as músicas. – nem esta, nem tão pouco a página oficial dos Tool que, de resto, nem sequer menciona este álbum… melhor para os conhecer continua a ser a Wikipédia, em http://en.wikipedia.org/wiki/Tool_(band).
Este é um álbum que vem modificar subtilmente a linha dos anteriores e que “arrasta a asa” ao pop, não deixando de ser mais uma obra com uma essência que vai beber às influências do rock progressivo e ao metal mais obscuro, muito embora a banda seja conotada, em certos circuitos, como fazendo uma espécie de “hard-rock”, etiqueta com a qual não concordo muito, tanto pela musica como pela atitude. Mas isso não interessa nada, diria Teresa Guilherme.
O que se pode ouvir em 10.000 days é mais uma dose de trabalho conceptual de refinamento estético dotado de uma sobriedade muito rara nos que se aventuram no labiríntico mundo da música progressiva. Continuam a pautar-se pela complexidade rítmica e harmónica que lhes deu ser sem cederem aos trejeitos facilitistas com que muitos pereceram.
Desde a primeira música, o single “Vicarious”, somos levados na obscuridade característica do universo dos Tool, não sendo necessário recorrer nem aos tais óculos que só estorvam na abertura da capa, nem aos excepcionais vídeos da banda, para sermos de imediato levados na corrente. Continuando a usar e abusar dos contrapontos de bateria e da voz melancólica, desta vez a guitarra assume outros contornos, sendo por vezes visível alguma influência de Robert Fripp [ok, chamem-me o que quiserem mas o seu fantasma anda por lá]. As electrónicas aparecem na justa medida e não é porque uma das músicas parece ter saído de um software tipo Magix que perdem o “andamento” do álbum. Resulta bem.
Vale a pena ouvir, se bem que na minha modesta opinião [até porque nem sequer é paga…] este trabalho não tenha o carisma que “Aenima” ou “Lateralus” ostentam.
Mas dá para ter em casa ou no carro, está a venda na FNAC por 11 Euros.
Fica o apontamento:

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