Archive for the ‘comunicação’ Category

Tenho vindo, ao longo do tempo, a defender a ideia de que a blogosfera não poderá, não deverá, substituir a imprensa feita por jornalistas. A ideia de que os bloggers podem assumir a responsabilidade de uma informação isenta, de fontes acreditadas e sujeita a um código deontológico que sustente a necessária ética para a prática jornalística não é, de todo, partilhada por mim. Embora possa acreditar que este espaço pode e deve assumir contornos de discussão pública dos mais diversos temas da actualidade e que, por tal, se assuma como ferramenta privilegiada para a formação de opinião, tenho vindo a separar as águas no que concerne à sua utilização como canal informativo, como “imprensa alternativa.

O artigo de Paolo Stefanini, publicado abaixo, vem suscitar-me algumas dúvidas quanto ao que tenho escrito acerca deste assunto. Ao que se assiste é à mais rudimentar deturpação do sentido jornalístico e à violação de alguns direitos fundamentais, como o do emprego de profissionais devidamente credenciados para o efeito, com fontes próximas e possibilidade de verificação, controlo e correcção “in loco” dos artigos enviados. Assim, esta forma de actuação em nada difere do que assistimos na blogosfera.

Porque a blogosfera se alimenta essencialmente de factos extraídos dos canais de informação e, de seguida, os transcreve de uma forma mais ou menos fiel, esta situação em nada difere do que está descrito no artigo publicado no Courrier Internacional. Na realidade, existem blogs que são autênticas “máquinas de edição” e que revelam uma fiabilidade bastante aceitável em relação aos originais publicados pelos jornalistas. A grande diferença entre a blogosfera e a prática jornalística é precisamente a liberdade de adaptação dos conteúdos, de alteração dos textos e de opinião acerca dos factos que é, de certa forma, barrada à maior parte dos profissionais da informação. Pelo que me é dado a entender no artigo referido, considero que qualquer um de nós, detentor de algum conhecimento da manipulação de ferramentas de edição, poderá então assumir o cargo de editor de qualquer jornalista ou redacção de jornal.

Os critérios éticos e deontológicos tão amplamente discutidos em relação à fiabilidade e isenção dos artigos publicados são, neste contexto, algo nebulosos. Ao que se assiste é à produção de textos que são resolvidos num contexto semiótico algo confuso, ao advento de milhares de “Júlio Verne” que dão um sabor individual à notícia que varia segundo a sua visão particular e cultural do facto descrito ou, em alternativa, à mais completa despersonalização do conteúdo jornalístico, transformando-o numa metáfora de telex informativo.

Estando consciente do caminho de agonia que a imprensa mais tradicional, em especial das imprensas escrita e radiofónica, que começam agora a utilizar as plataformas de comunicação viabilizadas pela internet e sabendo que essa agonia só pode ser combatida pela publicação dos trabalhos no seu suporte tradicional em simultâneo com a publicação efectuada em “tempo real” nos “sites” e blogs institucionais, dificilmente será possível que estas possam continuar muito mais tempo a cobrar os seus serviços. Os jornais diários, por exemplo, terão, mais dia menos dia, que disponibilizar o seu trabalho de forma gratuita, vendo os seus rendimentos depender unicamente da receita publicitária.

Não é à toa que também os jornalistas optam, eles próprios, pela constituição de blogs de carácter pessoal que lhes permitam uma maior liberdade de acção no plano da opinião. Estes blogs servem para nada mais que lhe permitir a possibilidade de formular considerações acerca dos artigos que, muitas vezes eles próprios, publicam nos jornais, ao mesmo tempo que conseguem chegar a uma maior franja de público que, cada vez mais, utiliza esta ferramenta como canal informativo – para o bem e para o mal.

Neste contexto, penso que afinal de contas os bloggers estão a fazer mais ou menos que as “sweat shops” da informação mas com mais liberdade – mais uma reflexão a ter em conta – e a muito mais baixo preço. Afinal, tudo o que tenho escrito acerca do que considero utilização abusiva de fontes, algumas formas de plágio mais ou menso encapotadas, trata-se apenas de uma futurística forma de canalizar informação.

No fim, em vez de estarmos a copiar e, em muitos casos, descaracterizar o trabalho de muitos jornalistas, estamos apenas a ser explorados e a fazer o trabalho que emprega cada vez mais mão-de-obra.

Será que alguma vez vamos ser pagos? Sempre são 70% do preço corrente…

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REDACÇÕES AMEAÇADAS DE DESLOCALIZAÇÃO

Para reduzir os custos, há jornais que produzem os seus conteúdos em países onde a mão-de-obra é barata. Diários americanos e britânicos já têm redactores na Índia ou Singapura.

por Paolo Stefanini para o “DIÁRIO” de Milão, via Courrier Internacional, nº98, 16 de Fevereiro de 2007

Estamos num bar de Chisinau, a música está alta demais e as dançarinas quase despidas. Um jovem italiano, que caiu nas boas graças das instituições da Repíblica Moldava, tem à frente dois copos de “divin”, o conhaque local. As suas ideias de empreendedor estão a meio caminho entre a paixão jornalística e uma certa veleidade editorial. O nosso interlocutor tenciona explorar a possibilidade de aplicar à imprensa italiana um fenómeno que começa a ganhar peso neste momento, no mundo do jornalismo americano e britânico: a deslocalização. Trata-se de subcontratar, confiando a produção de artigos ou de outras partes de diários e periódicos a uma mão-de-obra barata implantada em países em desenvolvimento. Depois dos frigoríficos e do calçado, a tecnologia de ponta e a gestão à distância dos processos comerciais das empresas, chegou a vez da informação marcar encontro com a economia global. Um fenómeno que já é realidade. A prestigiada agência noticiosa londrina “Reuters” transferiu a maior parte da sua análise financeira sobre Wall Street para Bangalore, na Índia. Abriu uma redacção em 2004, com 340 jornalistas a baixo preço. São agora 1.600, dos quais uma centena trabalha na Índia a tempo inteiro e escreve para jornais americanos, a partir de informações sobre factos acontecidos nos Estados Unidos. Nem os protestos sindicais da Newspaper Guild of New York, nem os piquetes de greve que esta organizou em Times Square serviram de muito. A “Reuters” transferiu também a edição da sua impressionante produção fotográfica para Singapura, onde passaram a ser trabalhadas as imagens que fazem a cobertura dos Estados Unidos e do Canadá.

A INTERNET COMO FONTE?

Em Itália, o risco de deslocalização do trabalho jornalístico é menos elevado. De facto, não há regiões no estrangeiro onde se fale um italiano de qualidade, designadamente nos países em desenvolvimento ou emergentes. As competências linguísticas – muito à frente das qualidades jornalísticas – representam ainda um obstáculo difícil de contornar. Mas isso não quer dizer que a situação não venha a mudar. É possível aprender línguas estrangeiras e os correctores ortográficos são cada vez mais sofisticados. A questão é delicada e não apenas ao que se refere ao emprego. O papel da imprensa é tão importante que as preocupações incidem também nos temas da liberdade e da qualidade de informação. Na verdade, alguns cenários envolvem inevitavelmente a insipidez e a despersonalização das notícias, tornando vã qualquer iniciativa de inquérito ou de controlar os poderes político e económico.

Entre os 20 jovens redactores formados pela Escola de Estudos Superiores de Jornalismo que acaba de abrir em Chisnau, nenhum escolheu a língua italiana. Quase todos falam inglês e seis deles seriam capazes deescrever artigos na língua de Shakespeare. Oito têm muito bons conhecimentos de francês, dois de espanhol e um de alemão. “Nesta fase, a questão das línguas é secundária”, explica o nosso anfitrião italiano, que insiste em manter o anonimato e mostra relutância em dar pormenores sobre o seu projecto. Pediu financiamentos mas ninguém sabe se os vai obter. “Conhecendo os editores”, prossegue, “estou certo de que sonham com explorar jornalistas a beixo preço, À semelhança dos industriais do calçado e do mobiliário em relação aos operários romenos ou moldavos. Abrem uma fábrica [ou uma redacção] e fecham-na para se irem instalar noutro lado, onde o trabalho custe menos.” O seu projecto, no qual parece acreditar com a certeza de um visionário, é criar um centro “com a direcção e eventual trabalho de acabamento em Itália”. Este estaria em condições para explorar o imenso potencial de fontes disponibilizadas pela internet. “Pouco importa que os jornalistas moldavos não dominem a língua italiana como se fosse a sua língua materna, porque o produto final – o artigo – deixou de ser uma etapa essencial no ciclo de produção de informação. A partir de agora, o destaque será dado à selecção e identificação de um determinado número de elementos incluídos num fluxo contínuo de dados. E a Moldávia é um país crucial, do ponto de vista linguístico, se quisermos controlar a avalancha de informação [‘sites’, blogues, etc.] oriunda tanto do gigante russo como dos países europeus”, garante.

ESCREVER SOBRE O QUE NUNCA SE VIU

Estas declarações talvez possam parecer extravagantes em Itália, mas nos Estados Unidos e noutros ambientes editoriais de língua inglesa, o trabalho à distância em regime de subcontratação já não pode ser subavaliado. Recentemente, num blogue do Poynter Intitute, uma das mais conhecidas escolas de jornalismo americanas, Joe Grimm inseriu um artigo que deu muito que falar e que chegou a ser repescado pelo “International Herald Tribune”. Grimm, que trabalha no serviço de recursos humanos do “Detroit Free Press”, partiu da sua experiência pessoal, ou seja, as centenas de “e-mails” que lhe enviam jovens indianos desejosos de colaborar com o seu jornal. Sem qualquer intenção de emigrarem para o Michigan, estes jovens propõe-se ser “suburbanos” digitais. Ainda que todos os editores que subcontratam trabalho no estrangeiro insistam no facto de que “o valor acrescentado não é a diminuição das despesas, mas a possibilidade de inovar, graças a condições mais favoráveis que permitam criar economias de escala”, as dúvidas persistem. E, na verdade, fazer um produto melhor não parece ser o motivo pelo qual se subcontrata trabalho a países em desenvolvimento. A economia de 60 a 70 por cento sobre o custo de um jornalista “também vem do facto de, na Índia, não haver seguros, segurança social ou férias pagas. Trabalha-se muitas vezes sete dias por semana em horário fabril, como no séc. XIX”, observa Joe Grimm. Muitos editores, porém, parecem ligar pouco a estas questões. O “Columbus Dispatch”, um jornal diário histórico do Ohio, fundado em 1871, anunciou o despedimento de 90 elementos da sua redacção técnica e a maqueta é agora feita em Pune, na Índia. O “Chicago Tribune” prepara-se para subcontratar, confiando a uma empresa situada nas Filipinas um sector onde, até agora, trabalhavam 40 colaboradores. E há muitos outros exemplos. Ainda que sejam reticentes em divulgar os nomes dos seus clientes americanos, canadianos, australianos ou britânicos, as empresas indianas como a Hi-Tech Export, de Ahmedabad, ou a Cicada Media, situada em Bangalore, já produzem diariamente um grande número de páginas de conteúdos para jornais, revistas e “sites” da Internet. O seu mercado não pára de crescer. Nos artigos sobre “faits divers”, os jornalistas conseguem mesmo descrever, com abundância de pormenores, acontecimentos que ocorreram em cidades americanas ou britânicas onde nunca estiveram. Descarregam mapas por satélite graças ao Google Earth e descrevem assim sítios longínquos, com grande domínio da topografia. A deslocalização parece minar exactamente o psto de trabalho que, nos últimos 15 anos, era considerado o mais seguro: o trabalho do editor, aquele que “monta” a página, corrigindo os artigos dos outros jornalistas e criando os títulos, as legendas, os resumos e os quadros. O velho jornalismo foi considerado – talvez com razão – como inutilmente dispendioso, recheado de mitologia profissional e de uma retórica obsoleta. As reportagens e as investigações foram, assim, reduzidas à expressão mais simples. Dai que nesceu a ideologia do profissional pregado diante do seu computador, que alimenta o seu trabalho com os telexes das agências noticiosas. descobre-se que, agora, sem um mínimo de valor acrescentado, este trabalho se torna numa situação de risco. E isto não acontece por a supremacia do “desk” não ser real, mas porque, do outro lado do planeta, há quem consiga fazer as coisas com maior eficácia e, sobretudo, a preços mais baratos.

TARIFAS

Quando concebeu um projecto de jornal italiano em inglês, o “Diário” pediu colaboração à empresa indiana Hi-Tech Export [http://hitechexport.com], que já trabalha para vários jornais europeus, “sobretudo ingleses, franceses e alemães”. Em poucos minutos, esta avaliou o projecto e fez uma proposta, oferecendo 15 dias de ensaio gratuito. Para redigir os artigos a partir de comunicados de agências, a firma pede 35 Euros por 500 palavras. Os redactores podem trabalhar a qualquer hora para entregarem os textos a tempo. São “diplomados em domínios científicos, têm 21 a 29 anos e 12 a 24 meses de experiência jornalística. Falam e escrevem em inglês, hindimayalam e o idioma local”, indicam os responsáveis da Hi-Tech Export.

» o que se passa?

#00022 

É impressão minha ou a blogosfera portuguesa está em “recolhimento”?…

Bom… enquanto não acontece algo, fiquem-se com o novo International Journal of Communication.

» rp blogger

#00015

relações públicas, os media e os bloggers

Uma das funções do RP é ser intermediário entre a organização e os meios de comunicação social. Em suma é lidar com os jornalistas. Mas como é que o RP deve lidar com os bloggers ?

Esta questão está relacionada com o Jornalismo Cívico. Bloggers que publicam artigos com a qualidade e o rigor dos jornalistas profissionais.

O acesso à carreira de jornalista é um percurso relativamente árduo que está sempre em debate. E dificilmente vamos ver um blogger a receber a carteira de jornalista. Isso não os impede de ter um potencial de comunicação elevado.

Do meu ponto de vista, o Relações públicas tem de saber avaliar o blogger e os respectivos blogs que ele publica. Conforme a informação que reune, decide se lhe dá acesso ao mesmo material que distribui pelos jornalistas.

Existem bons e maus bloggers da mesma forma que existem bons e maus jornalistas. Com a diferença de que um jornalista profissional tem mais a perder quando não aplica os códigos de ética e deontologia que a classe defende. Um blogger é um risco maior, não está ligado a uma redacção e é relativamente desconhecido.

Em última análise, é muito mais fácil lidar com a falta de rigor de um jornalista. Um blogger só poderá ser responsabilizado colocando o caso em tribunal.

É interessante este ponto de vista do Bruno Amaral do Relações Públicas. Há algum tempo coloquei a pergunta “Como vê a utilização da blogosfera no contexto de Comunicação Empresarial, considerando a recente vaga de ‘pro-Bloggers’?”, no decurso das Jornadas de Comunicação Empresarial do ISCAP. Não houve resposta, creio que nem sequer souberam muito bem do que estava a falar…

Felizmente o Bruno reponde parcialmente à questão. Eu, por meu turno, hei-de desenvolvê-la em futuros postais da série “bLógica”.


PORTUGAL é um país em guerra. Pelo menos é esta a ideia com que se fica depois de ver o genérico que abriu e fechou a mensagem de ano novo de Cavaco Silva, transmitida pela RTP. Metade das 40 imagens/contextos que acompanham o Hino Nacional são alusivas à Defesa e Segurança e, em quatro desses planos, o Presidente aparece trajado com um camuflado militar, numa aparência de general esfíngico e heróico. O mar e os Descobrimentos, alguns monumentos belicosos e enaltecedores da alma lusitana e Deus – suspenso nos braços do Cristo Rei – são os restantes temas que Cavaco escolheu para enquadrar as suas palavras.FINDO o genérico, surge Cavaco – já sem as manchas pretas e verdes típicas dos tropas – enfiado num fato escuro. Atrás de si o cenário contrasta com o tom esperançoso e motivador do discurso. Os cortinados de veludo vermelho e o papel de parede amarelado dão um ar de velório à comunicação ao país. É quase possível tocar o pó da sala, cheirar o bafio dos móveis, ouvir os tons barrocos da decoração. A má iluminação contribui para o cenário sinistro e fantasmagórico. Talvez olhando de perto, parando a imagem no tempo, seja possível observar o espectro de António Oliveira a vaguear por ali, tal o aspecto salazarento do ambiente.

Monocórdico e sisudo, Cavaco, refém de uma decoração de antanho, passou a imagem de um político do passado, apesar de falar do futuro, da Educação, da Justiça e do desenvolvimento económico. Uma imagem vale mais do que mil palavras e aquela tresandava a mofo.

José Fialho Gouveia dixit, e dixit muito bem. Faltou ali um Cerejeira.

enganos

A coisa foi divulgada por aí com o destaque habitual dos que se interessam pelas causas e pelo combate à censura e por outros que, não sabendo bem ao que vêm, alinham no spin. Diga-se, em abono da verdade, que eu também alinhei na farsa, em outros locais mais ou menos conhecidos e publiquei chamadas de atenção para o facto de uma jornalista, Rute Monteiro, ter sido raptada no Líbano, conofrme notícia publicada no Freelance de Olavo Aragão.
Este Olavo Aragão, auto-declarado jornalista, continua neste momento a colocar posts acerca do assunto, deixando pairar uma imagem de secretismo, de segredos que não pode revelar por enquanto, dada a observação de um qualquer código deontológico. Ora, código deontológico, só se for para jornalistas, coisa que aparentemente Olavo Aragão não é, a não ser que se tenha enganado no número da carteira profissional, conforme aponta o Filinto no Jornada.

Mais achas para a fogueira são lançadas no Adufe acerca da suposta invenção de um rapto de uma pessoa que não é mais que um personagem de livro a ser lançado:

A última coisa de que precisavamos por aqui era de teatrais golpes de marketing patrocinado pelos bem humorados decanos de 2003 (e por mais alguns incautos) brincando com falsas indignações por suposta omissão jornalística (em torno de um hipotético rapto de uma personagem de um romance que por sinal é jornalista).

É ainda pela mão de Rui Cerdeira Branco que vemos apontadas causas e culpas relacionadas com este post que, muito rapidamente, deu a volta a meia blogosfera:

Péssimo timming caro Luís Carmelo. Pior era impossível. Houvesse originalidade para se brincar com outra coisa ou um mínimo de escapatória para que o ludibriado se desenganasse(apenas o vi ser feito claramente pelo Eduardo Pitta e pelo Paulo Querido que deu uma boa pista falsa para quem a quisesse seguir – ver os comentários ao post).

Rui Cerdeira Branco, numa atitude nítida e justificadamente – a meu ver – irada, deixa ainda mais sugestões que não devem caír em saco roto. A credibilidade da blogosfera e o seu “código deontológico” implícito estão em jogo.

O seu romance precisará mesmo de explorar a já proverbial predisposição crítica de blogoesfera face aos media para vender bem? Ainda se ao menos a brincadeira não tivesse fito comercial teríamos atenuante. Teremos? Eu sugiro desde já que a receita reverta para um seguro de responsabilidade civil em favor dos bloggers portugueses; nunca se sabe quando algum de nós fará algum disparate.

Enfim, boa sorte para o seu romance, seguramente, é de estalo.
Shame on you, all.

A seguir com atenção as diversas discussões à volta de coisas estranhas como “hoaxes” e “spins”…