Archive for the ‘cromos’ Category

» a etiqueta da “SOL”

#00018 

Eu não conhecia a Assunção Cabral, perdão, a “tia” Assunção Cabral e daí grande mal não vem ao mundo, desde que eu consiga garantir que ela não me conheça a mim. A Tia é a dona da etiqueta lá pelas bandas da revista Sol que, conforme sabemos, tem nesta actividade uma das suas principais fontes de riqueza. Então, diz-nos a tia que o gato é possidôôôniôô… bom, se calhar até é. Mas, tia, já reparô no seu penteadûûû?

Mas deixemo-nos de ligeirezas que para isso temos as tias [não é por acaso que as casas de tias estão cheias de gatos pardos].

Sol - Assunção Cabral e os gatos ao Sol

Assunção Cabral, do alto da sua sapiência nesta coisa de etiqueta, aconselha uma Ana a fazer saber ao colega do seu marido que “ter gatos é definitivamente uma ordinarice indesculpável”. E tudo isto começa porque a tal Ana tem pânico de gatos e foi convidada para jantar em casa de um colega do marido que, por acaso, até tem dois – terror! Então, a tal Ana, que é também incapaz de dizer ao colega do marido “olhe lá, desculpe mas eu tenho pânico de gatos…”, resolve escrever à douta Assunção Cabral a perguntar o que há-de fazer.

Assunção Cabral, em vez de ter pânico de gatos, parece odiá-los, a eles e aos possidónios dos donos que não têm vergonha de os ter. Desfia a sua vontade de lhes dar um pontapé após uma qualquer confusão por sentir “nas pernas aquele calor peludo”. Considera ainda que os donos não sabem que os gatos cheiram… a gato porque se “habituaram à sordidez do ambiente”.

Cara Assunção Cabral: confesso que não espero muito de alguém que escreve colunas de etiqueta. espero muito mais de quem se dedica a organizar as páginas de necrologia. Mas esperava da Sol o mínimo de bom senso ou, pelo menos, a existência de um redactor.

Mas, já que não existe nem uma nem outra coisa, e porque a minha etiqueta me obriga a uma miserável auto-contenção que me impede de ir mais longe, fico-me pelo simples conselho: deixe-se de etiquetas, esqueça que sabe escrever, dedique-se a fazer centros de mesa e mude de penteado. Nós e os gatos agradecemos.

Possidoniamente,

Carlos José Teixeira

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#00017 

“Introduzimos uma nova abordagem, um novo conceito, uma nova forma de conviver com o fim da nossa vida. Pretendemos renovar a esperança de todos aqueles que se sentem esquecidos pela sorte e que julgavam que a saída para o paraíso já não aparecia. Somos uma empresa jovem, obstinada por prestar um novo serviço à sociedade, apresentando sempre uma nova solução, condizente com o motivo pelo qual cada cliente deseja pôr termo à vida.

Assegurando o máximo sigilo, programamos suicídios por encomenda, pois em Portugal a eutanásia ainda é punível por lei! Este país sofre um problema que é comum aos restantes países da União Europeia. O generalizado envelhecimento da população e a consequante redução da taxa de população activa, fazem com que o sistema de Segurança Social enfrente um estado de falência muito próximo. Sendo assim, contamos em breve com um incentivo fiscal por parte do governo português, o que nos permitirá apresentar preços mais competitivos, semelhantes aos praticados nos sofisticados países nórdicos, projectando assim o povo português para uma nova qualidade de vida…”

No comments… mais info em http://suicidioencomendado.com

» ainda o sismo

#00011 

“Quando o homem quer ser igual ou maior que Deus, terá que sujeitar-se a que esse Deus levante a sua mão protectora sobre ele. É exactamente o que irá acontecer a este país à beira mar plantado a partir de hoje. Um país que se livrou da 1ª e 2ª guerras mundiais, assim como de catastrofes naturais, acaba hoje de entrar perigosamente para o leque dos paises desobedientes à vontade do seu criador. Veremos o futuro, mas preparem-se povo desobediente e rebelde que os tempos de crise, instabilidade política e económica vêm aí. Depois não venham pedir ajuda a Deus… Vejam o exemplo da indonésia e dos restantes países que viraram as costas ao Deus verdadeiro.. estão no caos, na miséria e a sofrer as consequências da sua rebeldia. Deus condena a cultura da morte em todas as suas vertentes e o que hoje acaba de ser referendado é exactamente o avanço da cultura da morte e destruição em detrimento da vida e dignidade humana.. assim não se resolvem os problemas… assim aumentam-se os problemas.. chora Portugal que hoje deste uma grande cambalhota…”

PortugalDiário, na caixa de comentários

ATENÇÃO: eu estava a brincar! Credo!