» euro 00001

A Europa é um continente velho com gente nova. É um caldeirão de oportunidades no campo da manutenção das mais básicas garantias do ser humano. É o espaço com maiores oportunidades de um ecumenismo inter-religioso, esse sim, verdadeiramente impulsionador da paz entre povos e credos.
Se Angela Merkel quer que deus apareça na constituição europeia, deverá arranjar um índice de todos os deuses e todas as tradições religiosas que representam esta Europa aberta ao mundo. E aí sim, fomentar a paz.
Por mim, deus pode ficar ausente da constituição. Estou bem assim.

Anúncios

» bom dia!

A chuva continua a querer deixar-me ficar um pouco mais na cama. Nada como isso, espreguiçar-me e mudar de posição languidamente escutando o ruído das pingas que metralham o telhado. Mas não posso.
Tive que sair para o caos do trânsito matinal e, três cafés depois, entrar no gabinete do costume, ler os e-mails fastidiosos de problemas que não são para resolver, a correspondência dos peritos no adiamento. Estranho? Sim Habitual? Também.
É a normalização de um país adiado, sempre adiado, que me bate no monitor, o mesmo monitor onde debito estes caracteres breves, de breve libertação de um dia alheio. É a minha parte.
Apetece-me música.

Os políticos e intelectuais da nossa praça vestem ainda trajes académicos e parecem ter ainda problemas em sair dos bafientos corredores da Assembleia da República ou das universidades para se misturarem com a populaça. A discussão é hermética, ocasionalmente pontilhada de populismo fácil e simulacros de discussão em programas televisivos. A abstenção continua e o descrédito é flagrante. Salazar é uma das figuras do dia.
Talvez seja por isto tudo que vi ontem na televisão os gritos de “Salazar é um santo!”, enquanto que alguns outros protestavam contra a abertura do museu em Santa Comba Dão. As coisas não mudaram assim tanto.Pessoalmente, acho que o museu deve ser aberto. Como o Tarrafal. Como o Aljube. Como Auschwitz.E, a partir daí, romper. De vez. E andar para a frente.

» bom dia!

Continua a caminhada no deserto em busca de um sinal que me desperte a vontade, que me dê o mote, que me traga a rima.
Valha-me o sol que a chuva trouxe e que timidamente começa a querer despontar por detrás de algumas teimas feitas nuvens.
Mais para o final do dia, quem sabe…

Afinal, PORQUÊ UM BLOG?
Necessidade de comunicar, necesidade de notoriedade? Que sentido tomam as coisas quando escritas num suporte imenso como estes?
O que se passa na blogosfera? E a Web 2.0?
Democratização ou hierarquização? Será que o objectivo de um novo blogger é o mesmo de quem se iniciou há alguns anos? Será que vai ser mantida a diversidade, o espectro de acção “daqui ao infinito?

» bom dia!

Um bom dia para fazer o trabalho de Teoria da Comunicação.
Caso para pensar porque é que uma professora quererá um levantamento bibliográfico completo acerca de Comunicação numa altura em que a matéria é Cinema?
Por agora, nada mais há a dizer. Começa bem, começa…

» será só comigo?

  1. A CAIXA DE COMENTÁRIOS CONTINUA A NÃO FUNCIONAR. Não tenho resposta, enm via FeedBack do Painel de Controlo, nem do Forum.
  2. YOUTUBE FOI AO AR – Perdi quase todos os vídeos que estavam no blog, a tag “würlitzer” está vazia, os últimos dois vídeos não carregam.
  3. PUBLICAÇÃO CADA VEZ MAIS DIFÍCIL – De cada vez que publico um artigo, tenho que fazer copy por segurança pois tenho a certeza de ter que o vir a escrever uma vez mais…

Pois é. Contrariamente a tudo o que tenho dito e aconselhado, estou a ficar um BOCADO farto do WordPress…

[agora vou fazer copy e publicar isto à terceira ou quarta tentativa]

» ida aos saldos

Comprar um disco ou um livro são actividades reservadas a quem tenha dinheiro. Eu vou tendo mas, como não é tanto como isso, tenho adoptado a estratégia de esperar que este ou aquele título entre na secção de “esquecidos” e ostente um preço mais razoável e, se possível, de saldo.

Como de costume, esta semana fui passear entre os escaparates de discos da FNAC, à procura de “novidades” e, entre discos que ando para comprar e outros que nem sequer conheço, lá fui experimentando uma ou outra coisa, tanto quanto é possível experimentar nesse estabelecimento que só nos deixa escutar o primeiro minuto de cada música do disco. Eu, que sou mais cliente do pop/rock, ainda me desenrasco. Mas imagino o risco que sofrem os consumidores de jazz ou música erudita que têm que se contentar em ouvir uma introdução.

Adiante. Para além das habituais escolhas para quarentão – andam por lá as re-re-reedições de álbuns dos The The, Joy Division, The Sound, Alice in Chains, Bauhaus, Einsturzende Nuebauten, Smiths, Jeff Buckley, etc., etc., etc., vão já surgindo coisas novas a preço de saldo. Falo de álbuns como, por exemplo, o novo dos Tool, o dos Editors, o segundo dos Interpol, uma “raridade” dos Monster Magnet – este não tão novo como isso, datado de 1995 – a quase totalidade dos títulos dos Korn, dos Deftones, entre mais alguns agrupamentos relativamente recentes. [recente é uma palavra de valor relativo a partir de uma certa idade]

Pois aqui o escriba optou por comprar um disco que não conhecia e que não estava programado. Fiquei deveras surpreendido com a sonoridade apresentada e, após a compra, apressei-me a escutá-lo no leitor do carro já a caminho de Sintra. E a coisa passa-se mais ou menos assim:

Trata-se de uma sala onde a fumarada paira deixando o penetrante cheiro de especiarias mais ou menos legais. Os copos de cerveja morna ajudam à festa. O palco, de simples decoração que não passa de um imenso cortinado de veludo escarlate, vai enchendo à medida que os elementos da banda entram em funções. São muitos, é uma banda enorme.

Temos agora em cima do palco um Tricky pré-comatoso que debita alguma das electrónicas que acompanham os Scissor Sisters que fazem um dueto com o Frank Zappa. Lá atrás vê-se passar os fantasmas de David Bowie e Peter Gabriel que esvoaçam e se aproximam, por vezes, do microfone. Consegeuem ouvir-se algumas das suas vocalizações. O despique entre Frank Zappa e os Scissor Sisters é empolgante e os ritmos que o Tricky deixa na atmosfera, agora auxiliado pelos Baby Namboos, dão um ar algo surreal à música que se ouve. Balança-se entre a tragicomédia de um “crooner” algo texano e uma batida drum’n’bass acústica a fazer lembrar os 4 hero ou hextatic. Retoma-se o rock, ou pós-rock, ou nem por isso e salta-se por momentos entre as guitarras distorcidas, as electrónicas enquanto que os Scissor Sisters e o Frank Zappa se vêm em apuros tentanto enxotar os fantasmas de David Bowie e Peter Gabriel. Tricky entrou em come e deixou as coisas a cargo dos Baby Namboos. A partir de agora dança-se, enrola-se, diverti-mo-nos com a ousadia de fazer copy-paste sucessivos de coisas primárias que encantam, desencantam ou nem uma coisa nem outra. É que eles fazem música e, mais que isso, fazem não-música. Os fantasmas foram finalmente enxotados e começam, um de cada vez, a sair do palco, até ficar a cortina que já é roxa sangue a atestar a memória.

É uma memória curiosa esta, a de um espectáculo que não foi mas poderia ter sido. E ficam por aqui algumas coisitas a explicar o que quero dizer. Está em saldo a 11 Euros na FNAC GaiaShopping, com tendência a baixar.

A “malha” do álbum:

A mesma “malha” num “showcase”:

… só para verem que não tem nada a ver com o que escrevi, nem com eles próprios.

Mas eles têm mais e bastante melhor. Ouçam as propostas que os TV ON THE RADIO têm no myspace [tvotr] e aproveitem os saldos.

» concerteza!

Este blog vem de uma zanga com o WordPress.com. Uma birra, por assim dizer. Mas não é só.
Realmente, ando a ficar um bocado farto disto dos blogs. Mas aparentemente a coisa vicia e acabo por vir cá dar duas tecladas um vez por outra, que é como quem diz todos os dias.
Como as coisas não andam a resultar da forma que eu queria, creio que o melhor é mesmo não atribuir um objectivo a este blog. Fica, assim, mais ou menos ao sabor dos ventos e das marés, pelo menos enquanto não dá em coisa mais séria. E espero que não dê. Preciso de descanso.
Entretanto, bem vindos todos. E voltem sempre que queiram!

» a caixa de comentários

Vim a saber que a caixa de comentários estava reservada apenas aos leitores que têm conta no WordPress. Essa situação, que se mantém há já algum tempo neste e noutros blogs, era totalmente alheia à minha vontade. Aparentemente tratar-se-á de um bug que o tema “Tarski” que faz com que, em vez de pedir o log in depois de exibir a caixa de comentários, o pede antes, impedindo assim o acesso a quem não tenha uma conta WP.

Pois o assunto está resolvido e a caixa de comentários está arranjada. A partir deste momento poderão aceder livremente a essa ferramenta sem outras limitações senão a obrigatoriedade de indicar um endereço de e-mail, o que dificulta a actividade spam.

Assim, resta-me pedir-vos que a utilizem com o objectivo de comentar os artigos, podendo utilizar o meu endereço de e-mail – o que está na barra lateral – para quaisquer outro tipo de comunicação.

Um abraço a todos,

CJT

« Página anteriorPágina seguinte »